O diretor executivo da Apple, Tim Cook, que está prestes a deixar o cargo, confirmou em entrevista ao Wall Street Journal que a empresa não conseguiu evitar o aumento nos preços de seus produtos. "Infelizmente, os aumentos de preços são inevitáveis", declarou Cook à publicação. "Estamos fazendo o melhor para mitigar os enormes aumentos que nos são repassados e tentamos proteger nossos clientes, mas a situação se tornou insustentável."
Cook não forneceu detalhes sobre quanto os preços vão subir ou quando exatamente os aumentos entrarão em vigor. Com a WWDC 2026 realizada, a Apple está a apenas alguns meses de distância do anúncio da linha iPhone 18. É muito provável que esses dispositivos sejam mais caros que a geração anterior. O mesmo vale para quaisquer novos notebooks e tablets que a empresa lançar neste ano.
Considerando as dificuldades contínuas da indústria para obter componentes, devido à crescente demanda impulsionada pelo desenvolvimento de inteligência artificial, a atual linha de produtos da Apple pode não escapar de um aumento nos preços. "Há menos oferta num momento em que os consumidores querem dispositivos e os fabricantes de memória estão repassando aumentos expressivos", afirmou ele. "Definitivamente precisamos que os preços e o fornecimento de memória voltem a níveis razoáveis para produtos de consumo. Essa é a verdade nua."
A entrevista de Cook foi diplomática. Parece que ele optou por ser quem entrega a notícia ruim em vez de deixar seu sucessor, John Ternus, assumir a responsabilidade pelo aumento. Cook também reconheceu o quão extremo o mercado de memória e armazenamento se tornou: "Nunca vi nada igual em nenhuma área em mais de 40 anos."
A Apple não é a primeira empresa de tecnologia a fazer essentially esse mesmo anúncio. Samsung, HP, Microsoft, Nintendo e Valve abordaram o impacto dos custos crescentes e da demanda por memória nos últimos meses.
