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Coreia do Sul detém 56 suspeitos de lavagem de dinheiro com criptomoedas vinculadas a golpes no Camboja

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Camboja fica localizado no Sudeste Asiático, próximo a países como Myanmar e Laos, também conhecido por abrigar centros de golpes de criptomoedas. Fonte: Google Maps. — Fonte: Livecoins
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A polícia sul-coreana realizou nesta terça-feira uma operação que resultou na prisão de 56 pessoas envolvidas em esquemas de lavagem de dinheiro utilizando criptomoedas. Desse total, 23 indivíduos foram accusados de lavar dinheiro para uma organização criminosa que operava golpes de criptomoedas no Camboja, enquanto os outros 33 foram detidos por realizarem operações ilegais de câmbio.

A investigação analisou mais de 11.300 contas bancárias vinculadas a 265 casos de golpes de phishing e fraudes de investimento. O prejuízo estimado decorrente dessas atividades ilegais chega a 25,7 bilhões de won, o que corresponde a aproximadamente 86,9 milhões de reais.

Segundo informações da mídia local, o grupo iniciou as operações de lavagem de dinheiro em fevereiro de 2024. O esquema consistia no envio de criptomoedas entre corretoras sul-coreanas e estrangeiras, movimentando valores de forma a ocultar a origem ilícita dos recursos.

Dois suspeitos presos são apontados como os principais organizadores do esquema. No entanto, um terceiro indivíduo, cuja identidade não foi revelada, permanece foragido e teve seu nome incluído no Alerta Vermelho da Interpol.

Além disso, a polícia sul-coreana prendeu outros 33 suspeitos de trocar criptomoedas pela moeda local para turistas, enquadrando-os por violação da Lei de Câmbio do país. A soma total transacionada nessas operações ilegais chega a 6,3 bilhões de won, equivalentes a cerca de 21,3 milhões de reais.

O Camboja, localizado no Sudeste Asiático próximo a Myanmar e Laos, tem se tornado conhecido por abrigar centros de golpes de criptomoedas. Esses esquemas têm atraído a atenção de autoridades de diversos países. Os golpistas costumam atrair vítimas com a promessa de emprego na região, mas estas são obrigadas a aplicar golpes em outras pessoas, ficando impossibilitadas de deixar o local.

Em novembro, a China condenou cinco líderes desses centros de golpes à pena de morte. Mais recentemente, o próprio governo de Myanmar propôs a mesma punição para esses criminosos.

Fonte: Livecoins

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