A segunda maior economia global intensifica seus esforços para consolidar o yuan digital como instrumento de pagamento além das fronteiras. Um total de 26 instituições financeiras, tanto chinesas quanto estrangeiras, aderiu nesta semana à plataforma de transações internacionais da moeda digital chinesa, conforme informações divulgadas pelo South China Morning Post.
Entre os participantes, destacam-se filiais de bancos chineses estabelecidas em mercados estratégicos como Brasil, Catar, Tailândia, Hong Kong e Macau, além de instituições financeiras locais desses países. O evento de adesão ocorreu na última terça-feira em Xangai, marcando um passo significativo na expansão internacional da moeda digital do Banco Popular da China.
O Brasil chama atenção nessa primeira leva de adesões, sendo o único país do BRICS representado na plataforma. Considerando a forte parceria comercial entre as duas nações, especialistas avaliam que a moeda digital chinesa pode ganhar tração expressiva nas operações de comércio bilateral.
A plataforma, conhecida como Serviços de Transferência Transfronteiriça em yuan digital, oferece vantagens competitivas ao reduzir a dependência de intermediários tradicionais nas transações internacionais. Com isso, promete operar com maior velocidade e custos reduzidos para os usuários.
O avanço chinês neste segmento representa também um desafio à hegemonia do dólar americano nas transações comerciais globais. O Banco Industrial e Comercial da China destacou que os participantes podrán oferecer serviços de pagamento digital transfronteiriço diversificados, seguros e de baixo custo, apoiando a facilitação do comércio e dos investimentos.
Entre os nomes de destaque, figura uma filial do Standard Chartered, instituição britânica presente em mais de 70 países, com forte atuação na Ásia, África e Oriente Médio. A China mantém posição de liderança na corrida global das moedas digitais de bancos centrais, com o yuan digital em fase piloto avançada.
Fonte: Livecoins
