A polícia da Polônia conseguiu capturar quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em furtar moedas digitais e limpar o dinheiro obtido de forma ilegal. A ação foi revelada nesta quinta-feira pelo Escritório Central de Combate ao Cibercrime do país europeu, que contou com a colaboração das autoridades norte-americanas HSI e FBI durante as investigações.
De acordo com as investigações, os criminosos utilizavam programas komputerizados avançados e técnicas de manipulação social para invadir os sistemas de empresas de telecomunicações. A partir daí, eles realizavam ataques conhecidos como SIM swap, clonando os números de telefone das vítimas para conseguir acesso às corretoras de criptomoedas e outras plataformas online utilizadas pelos alvos.
Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o momento em que os policiais invadem duas residências e prendem os suspeitos. Durante a operação, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, incluindo quatro carteiras físicas de criptomoedas, vários aparelhos celulares, computadores, dinheiro em espécie, joias e drogas.
O investigador independente ZachXBT, reconhecido no mercado de moedas digitais, revelou nas redes sociais que um dos detidos seria Wojtek Kulisz, também conhecido como "Merry". Segundo ele, peças de roupas de marca e joias exibidas no perfil público do suspeito no Instagram coincidem com os itens confiscados pela polícia.
Após conseguirem acesso às contas dos investidores nas corretoras, a quadrilha transferia os valores para as próprias carteiras digitais e então dava início ao processo de lavagem de dinheiro. Os fundos roubados eram inseridos no sistema financeiro oficial por meio de uma rede distribuída, utilizando diversas contas bancárias pessoais no país e no exterior, plataformas internacionais de pagamento e carteiras digitais multimoedas.
As autoridades estimam que o grupo furtou dezenas de milhões de zlotys, a moeda nacional polonesa, cujo câmbio está próximo de R$ 1,38. Os suspeitos foram formalmente accusados de participação em organização criminosa, furto qualificado com invasão de sistemas de informática e lavagem de dinheiro, além de outros crimes. Se forem condenados, podem enfrentar penas de até 25 anos de prisão.
Fonte: Livecoins
