A Associação Brasileira de Criptoeconomia celebrou nesta semana a incorporação da Crown ao seu quadro de associadas, em um movimento que marca a consolidação da infraestrutura institucional para moedas digitais estáveis no Brasil. A fintech chama atenção ao desenvolver um modelo que integra tecnologia em cadeia de blocos com uma estrutura jurídica inovadora, oferecendo proteção aprimorada aos investidores de ativos virtuais.
A empresa atua como emitente do BRLV, uma stablecoin vinculada à moeda brasileira com relação de paridade de um para um e respaldo completo em títulos públicos federais. Esses papéis são custodiados em instituições financeiras supervisionadas pelo Banco Central. O diferencial principal da proposta está na arquitetura que garante aos detentores do ativo digital direito legal direto sobre as reservas, removendo o risco de contraparte e estabelecendo um novo patamar de confiabilidade no segmento.
O ingresso ocorre em um período de maior amadurecimento do mercado brasileiro de criptoativos, caracterizado pelo avanço do marco regulatório e pela expansão do uso de stablecoins como infraestrutura para liquidação financeira e para aplicações no modelo empresarial B2B2C. A Crown se destaca por ter constructed uma arquitetura regulatória e operacional sólida nesse cenário.
“A participação da Crown representa um momento significativo para o mercado brasileiro, em que a discussão transcende a adoção e passa a envolver qualidade de infraestrutura e segurança. Contar na associação com empresas que já nascem com essa visão mais estruturada contribui para elevar o nível do debate e apoiar a construção de um ambiente mais confiável para o desenvolvimento do setor”, declarou Julia Rosin, diretora-presidente da ABcripto.
“A adesão à ABcripto reflete o compromisso da Crown com a construção de um mercado de ativos digitais sólido e adequadamente regulado no Brasil. acreditamos que a autorregulação responsável e o diálogo estruturado com o regulador são condições essenciais para que a indústria cumpra seu papel de infraestrutura financeira e não apenas de inovação tecnológica. Nosso objetivo é oferecer ao mercado o padrão institucional do real em cadeia de blocos”, afirmou John Delaney, presidente e fundador da Crown.
Desde seu lançamento oficial, em outubro de 2025, a fintech já registrou mais de 360 milhões de reais em subscrições e atualmente detém aproximadamente metade da participação de mercado na emissão de ativos virtuais lastreados na moeda nacional. A proposta da Crown é atuar como camada de infraestrutura para a economia digital, facilitando a integração entre o sistema financeiro tradicional e soluções baseadas em tecnologia de registro distribuído.
Nesse contexto, o ingresso da empresa na ABcripto também sinaliza o interesse em contribuir ativamente para o amadurecimento do setor, especialmente em frentes como o debate técnico sobre stablecoins, o aprimoramento regulatório e a disseminação de boas práticas de conformidade. Com foco na transição para uma economia em cadeia de blocos, a Crown busca posicionar a moeda nacional dentro de uma nova lógica de infraestrutura financeira, mais integrada, eficiente e alinhada às demandas de um mercado que combina progressivamente segurança e tecnologia.
Fonte: Livecoins
