As plataformas Nitter e XCancel, que ofereciam aos usuários uma forma alternativa de acompanhar o que era publicado na rede social X, foram retiradas do ar de maneira definitiva após uma série de medidas jurídicas adotadas pela empresa proprietária da rede.
O Nitter operava como um projeto de código aberto que permitia a qualquer pessoa visualizar publicações da plataforma sem precisar criar uma conta ou instalar o aplicativo oficial. O serviço se destacava por remover propagandas, rastreamento por cookies e códigos JavaScript invasivos, proporcionando uma experiência de leitura limpa e livre de monitoramento.
No mês anterior, o X enviou uma notificação extrajudicial ao projeto, alegando uso ilícito e violação dos termos de acesso à sua interface de programação. Segundo a empresa, o Nitter realizava extração não autorizada de dados para obter informações de contas e tokens de sessão, configurando descumprimento das políticas da plataforma.
Inicialmente, os desenvolvedores informaram em sua página no GitHub que, após orientação jurídica, o projeto prosseguiria suas atividades, prometendo mais esclarecimentos em breve. No início de setembro, tanto o Nitter quanto o XCancel retomaram o funcionamento após uma breve interrupção.
Contudo, a situação mudou rapidamente. A página do Nitter no GitHub foi arquivada em 11 de setembro, indicando que o projeto entrou em modo apenas de leitura, impossibilitando atualizações. O XCancel encerrou seu serviço na segunda-feira seguinte, comunicando aos usuários que, devido a um novo avanço nos procedimentos jurídicos em andamento, era obrigado a suspender a plataforma até novo aviso.
Para o X, a existência desses serviços representa um problema comercial, uma vez que impede a monetização de visualizações por meio de anúncios publicitários. Essa mesma motivação levou a empresa a proibir o acesso de aplicativos de terceiros há alguns anos, eliminando plataformas conhecidas como Twitterrific e Tweetbot.
Esta não representa a primeira investida do X contra o Nitter. Em 2024, a instância principal do serviço ficou temporariamente fora do ar após a rede social implementar novas restrições de acesso à sua interface de programação. Após essa primeira ação, quem desejasse manter uma instância do Nitter precisava vinculá-la a uma conta real no X.
Para os usuários que preferiam apenas observar o que acontecia na plataforma sem participar ativamente, o encerramento desses serviços representa um golpe, pois eliminava a possibilidade de acompanhar o conteúdo sem contribuir para os números de acessos da rede social.
Fonte: TechCrunch