A AMD confirmou nesta semana que vai reintegrar a proteção de criptografia de memória em seus processadores Ryzen voltados ao público geral. A decisão ocorre após forte reação negativa da comunidade de usuários, que reprovou a remoção silenciosa do recurso que havia sido implementado há anos nos chips de linha doméstica.
O recurso, chamado TSME (Transparent Secure Memory Encryption), oferece criptografia automática de todo o conteúdo armazenado na memória RAM do computador. Essa camada de proteção torna os dados ilegíveis para invasores que tentam ataques de inicialização a frio, uma técnica que exige acesso físico ao equipamento para capturar informações sensíveis diretamente da memória.
Há aproximadamente uma década, a AMD incluiu essa proteção em seus processadores de alta performance. Com o passar dos anos, a empresa expandiu o recurso para chips de entrada, incluindo a versão popular do Ryzen, que possui preço mais acessível comparado às versões profissionais.
Usuários desses processadores de menor custo se acostumaram com a segurança adicional ao longo dos anos. Recentemente, sem qualquer aviso prévio, a AMD removeu a proteção das linhas de chips de entrada. A remoção foi feita de forma que não podia ser detectada em computadores com Windows e exigia procedimentos técnicos complexos para ser identificada em sistemas Linux.
A empresa se recusou a comentar ou explicar os motivos da mudança na semana passada.
Fonte: Ars Technica
