O Tribunal Superior do país decidiu manter a custódia de um empresário baiano que permanece atrás das grades desde o ano passado. O habeas corpus foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável porrelatar o caso na Suprema Corte. O homem, identificado como Gilvan, é considerado peça fundamental na Operação Primus, ação deflagrada para desarticular uma organização criminosa atuante no estado.
As investigações revelaram um megaplano envolvendo fraudes econômicas, lavagem de dinheiro e crimes ambientais. A rede ilegal operava em postos de combustível espalhados pela Bahia, comercializando produtos adulterados. Durante as buscas realizadas pelas forças de segurança, os agentes apreenderam um pequeno dispositivo eletrônico usado para guardar moedas digitais. Esse tipo de equipamento permite armazenar criptoativos de forma autônoma, sem depender de intermediários.
Na decisão que manteve a prisão, o relator destacou que a apreensão do equipamento demonstrou o nível de sofisticação dos métodos utilizados pelo grupo para esconder o dinheiro ilícito. "A presença desse dispositivo revela a modernização dos mecanismos de lavagem de capitais", pontuou o ministro em seu despacho. As autoridades ainda não informaram se conseguiram acessar os valores armazenados no aparelho apreendido.
O esquema descobertor era amplo e bem estruturado. A quadrilha utilizava empresas fictícias e laranja para operar os postos de combustível. Em apenas seis meses, o grupo transferiu cerca de 34 milhões de reais entre contas e registros empresariais. Os promotores encontraram conexões contábeis suspeitas entre empresas registradas em nome do suspeito e de seu irmão.
Antes de chegar ao Supremo, o caso passou pelo Superior Tribunal de Justiça, que também rejeitou o pedido de liberdade. A defesa argumentou que não havia motivos para manter o acusado preso, mas os tribunais entenderam que a liberdade poderia comprometer as investigações. Além da distribuição fraudulenta de combustíveis, os criminosos contavam com transportadoras próprias para garantir a entrega da mercadoria adulterada em diferentes cidades baianas.
O bloqueio judicial atingiu mais de 6,5 bilhões de reais em patrimônios dos investigados. A coleção inclui imóveis, veículos, contas bancárias e os ativos digitais confiscados. O julgamento final sobre a culpa e as possíveis penas dos envolvidos só ocorrerá após a conclusão de toda a fase de coleta de provas.
Fonte: Livecoins