O Senac RJ levou ao Blockchain.RIO 2026 uma reflexão que promete movimentar o debate sobre tecnologia e educação no Brasil. Realizado nos dias 12 e 13 de agosto, no Rio de Janeiro, o evento recebeu a palestra "Do Chatbot à Autonomia Real: A Ascensão do Agente Autônomo na Era da Inteligência Artificial", apresentada por Stenio Magalhães, coordenador do portfólio de cursos de Programação e Inteligência Artificial da instituição.
Magalhente abriu sua apresentação com um dado alarmante: nove em cada dez pessoas não sabem utilizar adequadamente as ferramentas de inteligência artificial. "Não fomos educados a utilizar a inteligência artificial", destacou o especialista, salientando que o simples acesso às tecnologias não garante competência no seu uso.
Durante a explanação, o palestrante estabeleceu uma distinção clara entre os chatbots convencionais e os chamados agentes autônomos. Enquanto os primeiros apenas respondem a comandos isolados, os segundos são capazes de conduzir processos inteiros, desde a interação inicial com o cliente até a conclusão de tarefas específicas, sempre dentro dos parâmetros estabelecidos.
O especialista enfatizou, contudo, que o avanço tecnológico não elimina a necessidade de planejamento e conhecimento humano. Dados atualizados, informações verificáveis e uma boa estruturação de comandos são requisitos essenciais para o funcionamento eficiente desses sistemas.
Magalhente também alertou para o risco de tentar criar uma única ferramenta capaz de resolver múltiplos problemas. A estratégia recomendada é o desenvolvimento de agentes especializados, cada um focado em uma função específica.
No campo do mercado de trabalho, o especialista foi categórico: "A IA não substitui profissionais, mas profissionais que a usam substituem os que não usam." Para ele, a colaboração entre seres humanos e máquinas tende a se intensificar à medida que os agentes autônomos assumem atividades mais complexas, sem eliminar a necessidade de supervisão humana.
A participação do Senac RJ no evento também abordou a formação de profissionais para o universo digital. A palestra "Do Python ao Web3: como formar programadores blockchain no Brasil" contou com a participação de Márlyson Silva, da Transfero Group, Raphael Casali Monteiro e Alexandre Rangel, ambos do Senac RJ.
A instituição mantém parceria com a Transfero Group para a formação de novos desenvolvedores Web3, com uma trilha formativa de 400 horas que abrange conteúdos de inteligência artificial, programação em Python e projeto cripto, combinando formação técnica com experiências práticas alinhadas às demandas do mercado.
O Blockchain.RIO 2026, realizado de 11 a 13 de agosto, consolidou-se como uma das principais plataformas da América Latina para discussão sobre blockchain, tokenização, stablecoins, ativos digitais, regulação e infraestrutura financeira digital. O evento reuniu reguladores, bancos centrais, instituições financeiras, empresas de tecnologia e lideranças globais para debater a transformação dos mercados e da economia digital.
Fonte: Livecoins

