Um ambicioso projeto está tomando forma no universo das finanças digitais. Vinte e uma grandes instituições bancárias ao redor do mundo anunciaram nesta terça-feira (1º) a formação de um consórcio dedicado ao desenvolvimento de uma empresa especializada em moedas digitais estáveis, conhecidas como stablecoins.
Entre os nomes de peso que compõem essa aliança estratégica estão o Bank of America, o Citi, a Fidelity Investments, o Santander e o BBVA. O comunicado oficial, disponibilizado pelo Wells Fargo, detalha que a nova companhia deve começar a operar já no segundo semestre de 2026, com a primeira stablecoin sendo lançada ao mercado no primeiro semestre do ano seguinte.
Este movimento representa uma expansão significativa em relação a um anúncio anterior feito em outubro do ano passado, quando apenas dez instituições haviam sido mencionadas. Agora, o grupo reúne representantes de diferentes continentes: dez instituições da América do Norte, oito da Europa, uma da Ásia Oriental, uma do Oriente Médio e uma da África.
Segundo o documento revelado, a empresa terá operações globais, começando com uma stablecoin atrelada ao dólar americano. No entanto, os planos são ainda mais abrangentes. A intenção é expandir progressivamente para moedas de outras nações do G7, sendo o euro a prioridade subsequente. Além da moeda europeia, também estão previstas stablecoins lastreadas na libra esterlina, no iene japonês e no dólar canadense.
A estratégia inicial de focar no dólar não é por acaso. Atualmente, as stablecoins denominadas em dólar dominam o mercado de moedas digitais, o que torna esse segmento o mais atraente para uma entrada competitiva.
O consórcio revelou ainda seu compromisso com a conformidade regulatória. A empresa pretende seguir as diretrizes estabelecidas pelo Genius Act, legislação norte-americana para ativos digitais, e pelo MiCA, marco regulatório da União Europeia. Os participantes prometeram manter o público informado sobre os avanços do projeto por meio de comunicados periódicos.
Entre os membros fundadores estão: Bank of America, Capital One, Citi, Fidelity Investments, Goldman Sachs, PNC Financial Services, Scotiabank, TD Bank Group, Wells Fargo, WisdomTree, Banco Santander, BBVA, Commerzbank, Crédit Agricole, Deutsche Bank, Lloyds Banking Group, Coöperatieve Rabobank U.A., UBS, MUFG Bank, Sirius International Holding e Standard Bank.
Este novo empreendimento entrará em direta concorrência com o projeto OpenUSD, revelado em junho passado e que já conta com cento e quarenta empresas associadas. Curiosamente, o BBVA espanhol é o único nome presente tanto no consórcio antigo quanto no novo.
No cenário atual, o mercado de stablecoins é amplamente dominado pela Tether, responsável pela emissão da popular USDT, seguida pela Circle, que emite a USDC. A entrada de grandes bancos nesse setor reflete o amadurecimento dos marcos regulatórios para ativos digitais, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, que nos últimos anos criaram ambientes mais favoráveis e seguros para esse tipo de inovação financeira.
Fonte: Livecoins

