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Maior corretora de criptomoedas dos EUA garante que quase totalidade dos recursos de clientes permanece em armazenamento desconectado da internet

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A Coinbase, principal plataforma de negociações de moedas virtuais dos Estados Unidos, divulgo nesta quarta-feira (4) um comunicado detalhando as medidas adotadas para proteger o patrimônio digital de seus usuários. O ponto central do pronunciamento afirma que 99% dos recursos confiados pela clientela encontram-se em carteiras frias, isto é, dispositivos de armazenamento completamente isolados de redes digitais. A empresa decidiu tornar públicas essas informações após uma onda de preocupações entre seus clientes, triggered pelo roubo bilionário sofrido pela concorrente Binance na semana anterior. Grandes nomes do setor rapidamente se manifestaram sobre o tema da segurança digital.

No inicio de seu pronunciamento, a Coinbase reconhece o direito dos clientes de questionarem como a plataforma gerencia seus recursos financeiros. A companhia enfatiza que não sofreu qualquer tipo de invasão relacionada ao incidente da Binance e detalha seu sistema de custódia de criptomoedas. A explicação técnica revela que a plataforma opera com dois tipos distintos de armazenamento: as carteiras quentes mantêm uma pequena fração dos ativos para permitir saques e transferências imediatas, enquanto mais de 99% dos recursos permanecem em carteiras frias, garantindo proteção máxima contra ataques cibernéticos.

O mecanismo denominado "Custody Vault" emprega o mesmo sistema utilizado para proteger recursos de grandes investidores institucionais, com segregação completa dos fundos na cadeia de blocos. A plataforma descreve camadas múltiplas de verificação para assegurar que os recursos sejam transferidos exclusivamente para endereços legítimos. As carteiras frias utilizam um sistema de chaves distribuídas, onde a chave privada jamais é reconstruída integralmente, nem mesmo durante o processo de assinatura de transações. Nas carteiras quentes, transações exigem múltiplas aprovações, tornando ineficaz o roubo de equipamentos, invasão de servidores ou a presença de funcionários mal-intencionados.

Entre as medidas complementares citadas destacam-se limites de transferência, sistemas de detecção de atividades suspeitas, mecanismos de emergência, controles de acesso restrito, necessidade de consenso para alterações em sistemas críticos e profissionais dedicados ao monitoramento de acessos privilegiados. A plataforma também implementa treinamento contra tentativas de phishing, autenticação resistente a esses ataques e verificações independentes para ações sensíveis. Um centro global de operações de segurança monitora continuamente as contas dos funcionários.

O fundador da exchange OKX também contributeu para o debate ao publicar um texto reflexivo em suas redes sociais. Mingxing 'Star' Xu reagiu a uma imagem indicando que grandes plataformas como Bybit, Bitget e Binance já haviam sido alvos de hackers norte-coreanos, sugerindo que a OKX seria a próxima. "Nunca afirmarei que a OKX é completamente segura ou invulnerável. Nenhuma empresa pode fazer essa promessa com honestidade", declarou o executivo, afirmando que a segurança sempre foi a prioridade máxima da plataforma ao longo de seus 13 anos de existência. Desde o incidente da Binance, toda a equipe intensificou esforços em quatro frentes: rastreamento de fundos roubados em tempo real, fortalecimento de controles de risco, análise de novas técnicas de ataque e revisão crítica das premissas de segurança.

Changpeng Zhao, fundador da Binance, participated de uma conversa com o canal Talking Tokens Podcast onde discutiu a segurança do setor. O empresário observou que empresas tendem a se acomodar com o passar do tempo e destacou que todos os ataques cibernéticos são evitáveis. Ele propôs a criação de uma aliança entre empresas do setor para tratar de questões de segurança, permitindo intercâmbio de experiências, compartilhamento de boas práticas, auditorias cruzadas e resposta rápida a incidentes. Zhao também lembrou que hackers norte-coreanos são conhecidos por atacar sistemas bancários tradicionais, tornando ataques a plataformas de criptomoedas uma ameaça ao sistema financeiro global, especialmente diante do crescimento da tokenização de ativos.

Fonte: Livecoins

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