A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira passada a Operação Magen, um operativos coordenado em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para desarticular uma organização criminosa que atuava no crime organizado. A quadrilha é suspeita de envolvimento sistemático com lavagem de dinheiro, cobranças abusivas de juros e negociação ilegal de armamentos de fogo.
Durante as investidas, os investigadores cumpriram sete ordens de prisão preventiva e dezoito mandatos de busca e apreensão em residências distribuídas pela capital fluminense e nos municípios de Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica. Medidas cautelares alternativas à prisão foram impostas a outros investigados conectados à estrutura patrimonial e financeira do grupo, incluindo o uso de tornozeleiras eletrônicas para monitoramento constante.
O principal foco das autoridades recai sobre uma suposta célula composta por agentes e ex-agentes da Polícia Militar na Zona Norte do estado. As equipes policiais recolheram os dois dispositivos físicos de autocustódia de moedas virtuais junto com arsenal pesado, veículos e numerário. Até o momento, não se sabe ao certo se os peritos conseguiram acessar os saldos existentes nas carteiras digitais, uma vez que a recuperação dos valores depende da obtenção das chaves privadas de acesso.
Os investigadores recolheram ainda computadores portáteis, tablets e dezenas de smartphones para análises técnicas aprofundadas. A intenção é confrontar os vestígios digitais encontrados com os fluxos financeiros identificados nas empresas de fachada operadas pela quadrilha. O balanço oficial da corporação confirmou a captura de cinco indivíduos alvo das ordens de prisão preventiva, enquanto duas pessoas seguem procuradas em todo o território fluminense.
Nas diligências, os agentes apreenderam sete automóveis, quatro relógios de alto valor, um conjunto de joias e 73,7 mil reais em espécie, além de quantias em moedas estrangeiras. As apurações revelam que o grupo commercializava fuzis de uso exclusivo das forças armadas, pistolas, granadas e projéteis para facções criminosas atuantes na capital. Os integranets recebiam armamentos como pagamento direto pela facilitação dos negócios ilegais.
O Ministério Público ofereceu denúncia contra os suspeitos por formação de organização criminosa armada e quebra de sigilo profissional. Segundo as investigações, servidores públicos da segurança utilizavam seus acessos privilegiados a sistemas restritos para alertar os comparsas sobre operações policiais iminentes, garantindo a evasão dos envolvidos antes das fiscalizações. A Justiça ordenou o bloqueio de bens registrados em nome de terceiros como forma de conter as fraudes patrimoniais.
Fonte: Livecoins