Sete ex-integrantes da Prime Data Centers protocolaram ações judiciais em conjunto contra a companhia, sua subsidiária Data Realty Holdings Corp., o presidente Nicholas Laag e o diretor financeiro Ulrich Pelz. As denúncias foram distribuídas em cortes do Texas, Califórnia e Nova York, e o valor total pedido ultrapassa os 400 milhões de dólares.
Entre os autores das ações estão a vice-presidente de recursos humanos Natalie Funcheon, o ex-diretor comercial Chris Sumter e o ex-responsável por utilidades e incentivos Jeremiah Collins. De acordo com os advogados, os profissionais foram membros centrais da equipe que impulsionou o crescimento de cerca de 4.000% da Prime, transformando-a em uma plataforma global de data centers atualmente avaliada em mais de 6 bilhões de dólares.
A peça processual sustenta que Laag e Pelz teriam se apropriado de forma integral da participação de um coproprietário não identificado, transferindo um imóvel que ele possuía em conjunto para uma plataforma maior, respaldada por investidores, sem o seu conhecimento. Em seguida, segundo a acusação, os executivos teriam utilizado compromissos em papel, sem aporte real de recursos, para diluir drasticamente a fatia desse coproprietário e, por fim, adquirido o restante com dinheiro levantado justamente a partir do ativo que pertencia a ele.
De acordo com a denúncia, essa transação estaria na origem do bloqueio do recebimento das participações acionárias que haviam sido prometidas a diversos colaboradores. Rogge Dunn, advogado do escritório Rogge Dunn Group, com sede em Dallas, que representa os reclamantes do Texas, afirmou que, à medida que o valor da Prime disparava, em vez de cumprir os compromissos firmados para que os funcionários fundamentais ao crescimento pudessem se beneficiar financeiramente de seu trabalho, os controladores buscaram formas de tirar deles aquilo que haviam conquistado e a que tinham direito. Dunn acrescentou que a liderança da empresa mirou deliberadamente em profissionais-chave, pressionando-os a assinar novos acordos em condições muito menos favoráveis.
Também integram o time de defesa dos ex-funcionários os advogados Doug Lipsky e o escritório Lipsky Lowe Lowe. Procurada, a Prime Data Centers não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. As alegações ainda não foram apuradas de forma independente e aguardam análise do Poder Judiciário.
Fonte: DCD

