A principal moeda digital do mundo, o Bitcoin, voltou a ser negociada na casa dos US$ 62 mil após um período de intensa volatilidade. A cryptocurrency registrou uma queda de aproximadamente 2% nas últimas vinte e quatro horas, em meio a um cenário de aversão ao risco que afeta os mercados globais.
A pressão sobre o Bitcoin não proviene exclusivamente do universo das moedas digitais. Os investidores foram impactados principalmente por uma forte desvalorização nas ações de empresas de semicondutores e de inteligência artificial, setores que tradicionalmente influenciam o humor do mercado.
Os mercados asiáticos foram abalados durante a noite pela decisão da Samsung de realizar lucros, movimento que gerou repercussões negativas nas bolsas da região. A escalada do conflito militar entre Estados Unidos e Irã contribuiu para a elevação dos preços do petróleo em cerca de 5%, aumentando ainda mais a incerteza econômica.
Como consequência, as bolsas americanas abriram em terreno negativo nesta quarta-feira. O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, divulgará em breve a ata de sua reunião de junho, documento que os investidores analisam com atenção redobrada em busca de indicações sobre o momento adequado para um possível corte nas taxas de juros.
Atualmente, as previsões do mercado apontam uma probabilidade de aproximadamente 73% de que o Fed opte por manter as taxas de juros inalteradas em sua próxima reunião, marcada para o dia 29 de julho. O aspecto mais relevante para os investidores, contudo, será o tom utilizado na ata da reunião para definir a visão do banco central sobre a inflação e as futuras decisões relacionadas às taxas de juros.
Fonte: Cointelegraph.com News
