A Bentley organizou uma experiência especial para jornalista na Califórnia, oferecendo traslados e hospedagem para que pudessem testar o novo modelo Supersports e conhecer de perto um veículo elétrico pré-produção da Torcal. Durante a visita ao circuito de Laguna Seca, surgiu a oportunidade de viajar em algo verdadeiramente antigo: um Bentley Super Sports original de 1925.
O novo Supersports impressiona por ser o Bentley mais focado no condutor em décadas, além de ser o modelo mais leve da marca em 85 anos. Porém, para compreender a linhagem dessa máquina moderna, é preciso recuar ainda mais no arquivo da montadora britânica. A empresa trouxe consigo um exemplar histórico do primeiro carro a ostentar o emblema Super Sports, tornando impossível recusar o convite para uma volta.
Entre 1925 e 1927, a Bentley fabricação apenas 18 unidades do Super Sports original. A receita era simples: pegar o modelo padrão de 3 litros e encurtar a distância entre eixos em 24 centímetros. Essa modification reduzia o peso e tornava o carro muito mais responsivo nas mãos de um condutor habilidoso. O radiador foi redesenhado com formato mais afilado, oferecendo menos resistência ao ar. A carroceria ficava por conta do artesão escolhido pelo cliente, mas o exemplar presente no evento possuía uma configuração compacta de dois assentos.
Uma das características mais curiosas era a alavanca do câmbio de três velocidades, posicionada do lado de fora do veículo. Definitivamente, os reguladores atuais não permitiriam essa solução nos dias de hoje. O motor de 3.0 litros do Super Sports original recebia componentes especiais: pistões redesenhados, volante do motor mais leve, taxa de compressão elevada e carburadores específicos. Com um acendimento diferenciado, a fábrica garantia que cada unidade ultrapassaria 160 km/h.
Para colocar esse feito em perspectiva, vale lembrar que os milhões de Ford Model T que circulavam nas mesmas estradas mal conseguiam alcançar 64 km/h em condições ideais. O Super Sports não era apenas um carro rápido para sua época — era uma máquina de outro planeta.
Fonte: Ars Technica

